Mariamaria

Meu olhar “Maria Maria” – #cronicaspaulistanas
Adoro buscar o molde da luz e da sombra.
Gosto dos sorrisos tímidos, abertos, dos sorrisos rasgados, sem graça, dos sorrisos que dizem e dos sorrisos que calam.
Porque quando fotografo, não se trata do sorriso, da forma ou do corpo.
Mas da atitude, da alma e das histórias que as pessoas carregam e transbordam em seus olhares, uma espécie de pequeno brilho no fundo do olho que se reflete num lapso de um suspiro.
Como o cara que viveu todos os preconceitos e não se amargou.
E a moça que acorda ás três da manhã e ainda tem que aguentar cantada de gente chata.
A tia que não se acha merecedora da atenção dos outros.
É tanta gente simples, linda, massa e que vai enchendo meu repertório de humanidade, resiliência, força e criatividade. Tanta gente que precisa de merecimento, aplausos e elogios. Que vivem Pois já são tantos tropeços, tantas adversidades, tantos desmerecimentos, que eventualmente, um sorriso, é a festa.
A vida não é fácil para nenhuma dessas pessoas e isso é fato consumado, assumido e tragado, tatuado ou engolido. Seja como for, seja onde for, há arraigado em minha gente essa marca que o Milton Nascimento chamou “Maria Maria” e que está empregnado no nosso sangue, entranhado na nossa alma, emaranhado nos sorrisos, mas principalmente, transparente pra mim quando eu os fotografo.

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