Morrer de Amor

Já ousei rabiscar
Versos apaixonados
Apenas um irei recitar
Esperando te deixar calado
Esperando acertar
neste teu jeito complicado
Com olhar elaborado
E estilo sofisticado.

E eu vou sussurrar
Baixinho ao teu ouvido
Suspirando sem saber
Que bicho tinha mordido
E afogada nos teus beijos
Eu me deixo, de amor,
…………………………………… morrer.
20 de agosto de 1990

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Psiché reanimada pelo beijo do Amor (1787-1793), de Antonio Canova. – Louvre

2 comentários sobre “Morrer de Amor

  1. Também já busquei em vão rabiscar rimas, em vão… Que te parece delas?

    Quando a vejo a ela,
    das trêmulas mãos
    outrora firmes
    tombam as maças,
    armaduras como andrajos,
    lanças como farpas
    se laceram,
    e os que me protegiam,
    escudos e músculos e ossos,
    deitam-se rendidos,
    não mortos,
    senão vivos — redivivos —,
    ante a beleza,
    graça dos deuses:
    Ela.

    Quando me vejo nela,
    Mirante, todavia cego,
    sem que saiba, incauta,
    que a miro,
    desencilho da razão a sela,
    e me torno, sem retorno,
    um parvo
    e um doido;
    um pouco
    e mais que um pouco,
    mais perto
    da loucura
    do amor.
    (Continua…)

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