Grão por grão

A vida é um poema épico
Sem rima nem métrica
Simetria?
Ironia!
Escasso o tempo
Faço o vento lento sendo
grão
por
grão.

O passado é um castelo de areia
Desfeito pelo vento
do esquecimento.

Ilustração: Foto de Viviane Lago13254641_1043193669099943_6974100562154715360_o

Soneto das minhas lágrimas

As lágrimas transformam-se em cristal
Caem como pedra e naufragam feito nau
Dentro do mar de sentimento profundo
Eu descubro pouco da louca verdade deste mundo

E que o sentimento não me fale
Nem se quebre por necessidade
Mas que atinja seu objetivo, para mim já vale
Porque permitiu a mim ver esta verdade.

Então os olhos calam fechados, molhados, dormidos
E esquecidos do conhecer
São olhares tristes, pesados olhares queridos

É assim que quero deles saber.
Porque mesmo tristes, são meus, são lindos
Tudo que vi, esqueci, lembrei e não posso mais escrever.

 

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Vermeer – A menina do brinco de pérola

O Pranto murmura ao Silêncio
Com seu doce infinito sopro profundo
O Silêncio escuta e depois afirmando
Que o Pranto é solidão no seu próprio mundo
Este Pranto esquecido, apaixonado, vai se calando
Por um Coração sem medo, corajoso e absurdo
Vai achando que o Pranto na verdade está rindo
Ele ri da verdade gargalha de tudo
Sobre aquilo que é real, exposto e lindo.

E o silêncio outra vez, fica mudo

 

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Rembrandt – Philosopher Meditation leyenda