O Homem Absurdo

 

Tudo o que se repudia
Traz-se com a própria alma
E atrai-se tudo que não queria
Fica aquilo tudo que é sem calma

Águas frias que corren em veias
Gelam tudo que se preza e ela mata
O corpo, o coração e almas feias
Torna-se objeto e mesmo assim abstrata

Trata se fosse gente
É alma, não corpo
Se fosse corpo seria quente
Mas é o nada, ainda torto
Absorto farto que cala
Sala em sela fala em nada
traga seu absoluto
Luto do infindo eterno salto
Morte no norte forte finda
A mente sente tudo ainda
Pensa, cansa, dança Fala
Grita forte:

Sem ou cem vem ou vêm
Homem absurdo
Infinito eterno a terra o tem!

Ilustração: Vincent Van Gogh – Caveira com cigarro aceso

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