Minha boca

Faça da minha boca Seu mais valioso cálice E se no calar-se Ainda clama, E bebe-me a chama Que em si mesmo Um próprio falar-se Traz a mim a sua presença E torna-me tua como se tua fosse, Porque sou teu cálice, Embebida inteira, Deste amor doce.  

Grão por grão

A vida é um poema épico Sem rima nem métrica Simetria? Ironia! Escasso o tempo Faço o vento lento sendo grão por grão. O passado é um castelo de areia Desfeito pelo vento do esquecimento. Ilustração: Foto de Viviane Lago

Soneto das minhas lágrimas

As lágrimas transformam-se em cristal Caem como pedra e naufragam feito nau Dentro do mar de sentimento profundo Eu descubro pouco da louca verdade deste mundo E que o sentimento não me fale Nem se quebre por necessidade Mas que atinja seu objetivo, para mim já vale Porque permitiu a mim ver esta verdade. Então … Sigue leyendo Soneto das minhas lágrimas